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Exame de DNA na gestação, quais os tipos e como são feitos?

A identificação humana através do DNA foi criada em 1985 pelo geneticista Alec Jeffreys, na Universidade de Leicester, na Inglaterra, e ao longo dos anos vem se tornando bastante popular. Com o desenvolvimento de técnicas cada vez mais acessíveis, a possibilidade de realizar exames genéticos para confirmação da paternidade, por exemplo, é de conhecimento quase geral da população. Entretanto, quando a incerteza sobre a paternidade se apresenta durante a gestação, muitos não sabem que é possível realizar o exame ainda durante este período.

Para que a dúvida seja solucionada tão breve quanto possível, basta obter material genético do bebê, que pode ser conseguido de duas formas: uma delas comumente denominada “método não invasivo”, e outra em geral chamada de “método invasivo”. A primeira consiste na obtenção de uma pequena quantidade de DNA fetal que circula na corrente sanguínea materna durante o período gestacional, o que pode ser feito simplesmente através de uma coleta de sangue da mãe. Já a segunda depende da coleta de líquido amniótico ou de uma biópsia das vilosidades coriônicas.

Apesar de menos conhecido, o exame realizado durante a gestação  é tão confiável quanto o teste realizado após o nascimento do bebê. As principais diferenças consistem na forma da coleta e no valor do procedimento que, por envolver maior complexidade, apresenta valor mais elevado quando realizado durante o período gestacional.

Vale ressaltar que os valores costumam diferir também de acordo com o método utilizado: o procedimento não invasivo tende a apresentar valor superior quando comparado ao invasivo, principalmente por se tratar de uma técnica mais sensível, que envolve custos maiores para sua realização.

Abaixo explicaremos com maiores detalhes as diferenças entre os dois métodos.

Método invasivo

Em geral, o exame pode ser realizado a partir da idade gestacional de 12 semanas, calculadas, por exemplo, com base na data da última menstruação (DUM). Esse tempo, no entanto, pode variar de acordo com a avaliação médica e a clínica que realizará o procedimento. A coleta é feita através de punção transabdominal, e o material obtido depende da idade gestacional: caso a gestante esteja entre a 12ª a 15ª semana, quando ainda não há quantidade de líquido amniótico suficiente, será realizada uma biópsia de vilosidades coriônicas; já a partir da 16ª semana, o próprio líquido amniótico pode ser coletado, através de um procedimento denominado “amniocentese”. Casos próximos da data do parto precisam ser analisados com o ginecologista, pois em uma idade gestacional muito avançada pode existir risco de indução do parto após o procedimento.

Apesar de mais acessível financeiramente, o método invasivo costuma gerar inúmeras dúvidas a respeito da possibilidade de aborto. Este risco, no entanto, é bastante reduzido, já que a taxa de perda fetal associada ao procedimento gira em torno de 0,5%, o que permite classificar o exame como seguro.  Além disso, as clínicas que realizam o teste de DNA através desse método costumam possuir ginecologistas parceiros especializados em medicina fetal e com ampla experiência neste tipo de coleta.

 Após o procedimento para obtenção do material fetal, é realizada uma coleta de sangue simples da mãe e do suposto pai, que pode ocorrer através de punção venosa ou digital, a depender da clínica. Alguns laboratórios também oferecem a opção de análise de outros tipos de amostra para obter o perfil genético do suposto pai.

Método não invasivo

A investigação da paternidade durante o período gestacional através do método não invasivo se baseia na detecção de uma pequena quantidade de DNA fetal que circula livremente na corrente sanguínea materna durante a gestação.

Mais recente do que os exames realizados por amniocentese ou biópsia de vilosidades coriônicas, tendo sido implantado há cerca de 6 anos, o procedimento possui valor mais elevado por conta da necessidade de técnicas de análise mais sensíveis para detectar a pequena quantidade disponível de material fetal. O método, no entanto, oferece maior comodidade à gestante, já que depende apenas de uma coleta de sangue comum, e pode ser realizado mais precocemente, em média a partir da 11ª semana de idade gestacional.

Você já sabia que era possível realizar exames para investigação de paternidade ainda durante a gestação? O que achou dos métodos disponíveis atualmente? Deixe seu comentário!

Referências

1- GUO, Xin et al. A noninvasive test to determine paternity in pregnancy. New England Journal of Medicine, v. 366, n. 18, p. 1743-1745, 2012.

https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/nejmc1113044

2- ANDARI, VIVIANE CRISTINA MELLO. Testes genéticos não invasivos no pré-natal: benefícios e limitações dos exames disponíveis. 2015. Tese de Doutorado. Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

http://www.fcmsantacasasp.edu.br/wp-content/uploads/dissertacoes-e-teses/ciencias-da-saude/2015/2015-Viviane-Cristina-Mello-Andari.pdf  

3-https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2013/08/1331466-chega-ao-pais-teste-de-paternidade-feito-durante-a-gestacao.shtml

4- LOPES, Antonio Carlos Vieira et al. Fetal and maternal complications of chorionic villus sampling: results from a specialized center in the Northeast of Brazil. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, v. 29, n. 7, p. 358-365, 2007.

http://www.scielo.br/pdf/rbgo/v29n7/a06v29n7.pdf

5- https://www.youtube.com/watch?time_continue=124&v=2OvGRJWIDGg

Sobre o autor:Grupo Genera

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