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Pipetando no microtubo

Como é feito o exame de DNA?

O DNA é como uma impressão digital, que possibilita a identificação das pessoas de modo único. Ele é composto por tijolinhos, chamados nucleotídeos, que são a base para a construção de sua longa fita. Há quatro tipos de tijolinhos: adenina, timina, citosina e guanina, que repetem-se em combinações variadas. Apesar disso, a variação na combinação dos tijolinhos de uma pessoa para outra é menor do que 1% e por isso o exame de DNA analisa somente partes específicas da fita, que possuem maior variação entre os indivíduos.

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Nos laboratórios de todo o mundo são analisadas sempre as mesmas regiões, só variando a quantidade delas, que podem ser entre 16 e 22. O exame consiste em comparar a quantidade de tijolinhos de uma região no DNA do filho e da mesma região do suposto pai. Com isso pode-se verificar, para cada região, se há o mesmo número de tijolinhos entre o filho e o suposto pai. Metade do DNA do filho é proveniente da mãe, aumentando a precisão do resultado se ela também realizar o teste.

Como o DNA se encontra no núcleo de todas as células do corpo humano, diversos materiais biológicos podem ser utilizados para realização do teste, como sangue, unhas, sêmen. O tipo do material e a idade das pessoas não influencia no resultado, pois o DNA permanece o mesmo por toda a vida.

Para se isolar o DNA, são utilizados reagentes químicos que quebram as células e o separam dos demais componentes celulares. Em seguida são adicionados trechos de DNA sintético complementares ao DNA a ser analisado e que possuem marcações de corantes. Isso possibilita a identificação da combinação de tijolinhos, a partir da leitura dos corantes por um equipamento a laser. Esse equipamento irá produzir gráficos computadorizados que podem ser analisados por especialistas.

É praticamente impossível que, em duas pessoas diferentes, sejam encontradas as mesmas sequências de combinações de tijolinhos em todas as regiões testadas. Mas, como a análise dos resultados envolve cálculos de probabilidade, o teste não estabelece 100% de certeza, trabalhando com uma margem de 99,99% de confirmação para a paternidade. Caso o resultado seja negativo, pode-se afirmar que não existe vínculo genético entre o suposto pai e filho.

Sobre o autor:Grupo Genera

2 Comentário
  1. Se meu pai faleceu e eu tenho essa duvida eu posso fazer o exame de dna com um irmão ou tia ou primos ou minha avó pra saber se meu pai é mesmo meu pai ?
    Minha mãe tbm faleceu e eu não tenho conheço ninguém da família dela, precisaria ter alguém da família dela tbm para que o resultado seja mais preciso?

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